sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Natal: Jesus ou Papai Noel? por Frei Betto

Aproxima-se o Natal. Curioso como, numa sociedade tão laicizada como a nossa, na qual predomina a tendência de escantear a religião para a esfera privada, uma festa religiosa ainda possa constituir um marco no calendário dos países do Ocidente.

Há nisso uma questão de fundo: o ser humano é, por natureza, lúdico e sociável, o que o induz a ritualizar seus mais atávicos gestos, como alimentar-se ou se relacionar sexualmente. Além de elaborar, condimentar e enfeitar sua comida, o que nenhum outro animal faz, o ser humano exige mesa e protocolo, como talheres e a sequência prato forte e sobremesa.
No sexo, não se restringe ao acasalamento associado à procriação. Faz dele expressão de amor e o reveste de erotismo e liturgia, embora o pratique também como degradação (prostituição, pornografia e pedofilia) e violência (jogo de poder entre parceiros).

O Carnaval, como o Natal, era originariamente uma festa religiosa. Nos três dias que antecedem a Quaresma, período de jejum e abstinência recomendados pela Igreja, os cristãos de fartavam de carnes - daí o termo Carnaval, festival da carne. Resume-se, hoje, a uma festa meramente profana, onde a carne predomina em outro sentido...

Essa transmutação ocorre também com o Natal. Por ser festa de origem cristã, para celebrar o nascimento de Jesus, a sociedade laica e religiosamente plural a descaracteriza pela introdução da figura consumista de Papai Noel. O que deveria ser memória da presença de Deus na história humana, passa a ser mero período de miniférias centrada em muita comilança e troca compulsiva e compulsória de presentes.

Daí o desconforto que todo Natal nos traz. Como se o nosso inconsciente denunciasse o blefe. Sonegamos a espiritualidade e realçamos o consumismo. Ótimo para o mercado. Mas o será também para as crianças que crescem sem referências espirituais e valores subjetivos, sem ritos de passagem e senso de celebração?

Longe de mim pretender restaurar a religiosidade repressiva do passado. Mas se há algo tão inerente à condição humana, como a manutenção (comer) e a procriação (sexo) da vida, é a espiritualidade. Ela existe há cerca de um milhão de anos, desde que o símio deu o salto para o homo sapiens. As religiões são recentes, surgiram há menos de dez mil anos.

Se a espiritualidade não é fomentada na linha da interiorização subjetiva e da expressão de conexão com o Transcendente, ela corre o sério risco de, apropriada e redirecionada pelo sistema, cair na idolatria de bens materiais (patrimônio) e de bens simbólicos (prestígio, poder, estética pessoal etc). Talvez isso explique por que a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas similares a catedrais pós-modernas...

Já não são princípios religiosos que norteiam a nossa vida. Desestimulados ao altruísmo e à solidariedade, centramos a existência no próprio umbigo - o que certamente explica, na expressão de Freud, "o mal-estar da civilização", hoje acrescido desse vazio interior que gera tanta angústia, ansiedade e depressão.

Frei Betto
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Com certeza o Natal é ocasião propícia para, como propôs Jesus a Nicodemos, nascer de novo...
Publicado no Site da Adital


terça-feira, 30 de novembro de 2010

5 erros comuns em ações de marketing em Mídias Sociais

Mídias Sociais são grandes ferramentas de marketing quando usadas corretamente, mas existem profissionais e empresas se aventurando, cometendo grandes e bobos erros na execução do marketing voltado para essa área.Daniel Offer, do site SocialMediaSEO, relacionou dez erros muito comuns em ações de mídias sociais e que muitas vezes passam despercebidos por quem vai entrar com sua marca nas redes sociais virtuais. Relacionar aqui por Chico Montenegro do Midia Boom apenas os cinco mais importantes para ele, mas você pode conferir toda a lista no Site (em espanhol).

1. Não contratar um especialista em Mídias Sociais
As redes sociais virtuais são consideradas ambientes informais, e essa ideia faz com que empresas, até mesmo as grandes corporações, não encarem essa área de atuação do marketing com a importância que ela deve ter. É comum vermos empresas criando perfis nas mídias sociais e deixando na mão de pessoas que não entendem nada desse novo universo da comunicação digital.

2. Disseminando informação de forma superficial
Você tem uma marca e diversos produtos que podem atingir diversos segmentos de consumidores – na verdade, isso acontece com muitas empresas. Então, acaba criando perfis em diversas mídias sociais, mas não atualiza com cuidado e realmente não foca no assunto que seu consumidor busca. Um grande erro!
Crie o foco de sua ação de marketing em poucas mídias sociais, mas faça com dedicação. Leve conteúdo que possa realmente interessar seu consumidor e interaja; para isso que servem as redes sociais. Comunique-se de forma verdadeira com seu consumidor.

3. Não investir dinheiro
Criar uma conta no Twitter ou no Facebook não custa nada, correto? Sim. Porém, uma ação bem calculada com planejamento e monitoramento exige um investimento não só de tempo, mas também de capital na contratação de bons profissionais – como citado no primeiro item – e de ferramentas necessárias para isso, como as de monitoramento profissionais.

4. Esperar que as Mídias Sociais possam vender seu produto
Existem muitos profissionais dizendo que as redes sociais podem aumentar – e muito – suas vendas. Certo, isso pode acontecer, mas leva tempo e dedicação. Não pense que criar um perfil no Twitter e contratar o melhor profissional de mídias sociais da sua cidade trará milhões de clientes para sua empresa. Alguns sim, mas as mídias sociais trarão, antes de tudo, a consciência de marca e a proximidade de clientes exigentes e altamente conectados com as mudanças.

5. Não medir o ROI
O retorno sobre investimento é o que lhe trará a prova dos nove sobre tudo que está fazendo em sua campanha de marketing. Isso serve para qualquer investimento em ações de marketing e propaganda, e com as mídias sociais é essencial.

Fonte: Mídia Boom


Ameaças e oportunidades pressionam empresas por sustentabilidade

Leia a matéria completa no Blog Ciência e Meio Ambiente, é um alerta muito interessante. SÃO PAULO - As "ameaças" e as "oportunidades" são os principais motivos que levam as empresas a adotar novas práticas de sustentabilidade, segundo Ed Wilson, presidente da organização não governamental (ONG) britânica Earthwatch, referência em pesquisas científicas e educação ambiental. Na avaliação de Wilson, esses motivos explicam porque as companhias continuarão a buscar práticas sustentáveis, independentemente do resultado de acordos governamentais, como os que vierem a ser fechados na Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), que começou na segunda-feira (29), em Cancún, no México. 

"As empresas têm a necessidade real de entender como as mudanças climáticas vão interferir nas reservas naturais e nas novas tecnologias que utilizarão em seus negócios. ê aí que estão as ameaças e as oportunidades", afirma Wilson. Ele cita como exemplo a onda de calor que atingiu a Rússia no último verão e destruiu 14 milhões de toneladas de alimentos, causando prejuízos globais na ordem de US$ 300 bilhões. "Essa é a ameaça", explica. Por outro lado, as oportunidades também impulsionam as empresas a agir e buscar inovação. O mercado de energia limpa, no qual se encaixam os bicombustíveis, tem o potencial de movimentar mais de US$ 2 trilhões nos próximos anos, segundo Wilson.

domingo, 28 de novembro de 2010

Um amigo se mostra por suas qualidades,e não pela sua raça

Você tem raça? Nós também não
Você sente frio?
EU TAMBÉM
Você sente fome?
EU TAMBÉM
Você sente dor?
EU TAMBÉM
Você sente medo?
EU TAMBÉM
Você sente tristeza?
EU TAMBÉM
Você sente alegria?
EU TAMBÉM
Você sabe amar?
EU TAMBÉM
Um amigo se mostra por suas qualidades,e não pela sua raça
ADOTAR É UM ATO DE AMOR

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Programa detecta se usuário está bebâdo e não deixa postar nas redes sociais

Recebi pelo Twitter o Blog é o POP News e Tecnologia . Não é difícil ver pessoas alteradas escrevendo nas mídias sociais e, depois, perdendo o emprego, a namorada, o amigo... Para acabar com a possibilidade de terríveis danos, a Webroot lançou o programa Social Media Sobriety Test. O programa funciona com os navegadores Firefox. Com ele, o internauta escolhe quais as mídias sociais ele quer o prévio bloqueio e também determina o horário para isso. Dentro das configurações escolhidas pela própria pessoa, ela não entrará no Twitter ou Facebook, por exemplo, se não conseguir seguir o dedo indicador com um círculo com a seta do mouse.  A própria empresa criou um vídeo explicativo para as pessoas entenderem melhor como funciona. Mas o único pecado desse software é que ele avisa no seu perfil que "você está intoxicado". Confira AQUI  o teste e se desejar fazer o download do programa, basta clicar no endereço logo abaixo.